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    Pesquisa Jovens Talentos 2026 — baixe o box grátis.

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    Framework

    AU Employer Brand Board

    Academia do Universitário9 min de leitura

    A prancha para desenhar a marca empregadora do seu programa de estágio em cinco blocos: público, oferta, prova, canais e execução. Feita para uma dinâmica de 90 minutos.

    EventoRHZ Hands-on · Pesquisa + Marca Empregadora
    Conduzido porDiego Cidade · CEO da Academia do Universitário
    ColeçãoClube RHZ
    FormatoPDF
    Encontro RHZ Hands-on · Pesquisa + Marca Empregadora
    20,1 mi
    estudantes aptos a estagiar no Brasil. Só cerca de 6% conseguem uma vaga.
    +50%
    de estagiários em dois anos, de 642 mil para cerca de 1 milhão (ABRES)
    65,6%
    dizem que o apresentado antes corresponde ao que viveram. Um em cada três discorda.
    62,4%
    veem possibilidades reais de continuidade. É o item mais fraco dos 18.

    A disputa mudou de lado

    O número de estagiários no Brasil saiu de 642 mil para cerca de 1 milhão em dois anos, um crescimento de aproximadamente 50%, segundo a ABRES. São cerca de 20,1 milhões de estudantes aptos a estagiar no país, dos quais só algo em torno de 6% conseguem uma vaga.

    Parece um mercado de comprador, em que a empresa escolhe. Na prática, aconteceu o contrário no topo da pirâmide: mais empresas passaram a disputar os mesmos jovens qualificados, nas mesmas faculdades, no mesmo mês do calendário acadêmico.

    Quando a oferta de vagas cresce 50% e a base de candidatos bons não cresce na mesma velocidade, o que decide não é mais quem paga a maior bolsa. É quem o universitário conhece, em quem ele confia, e o que ele ouviu falar de quem já passou por lá.

    Isso é marca empregadora. E no estágio ela é julgada rápido.

    Marca empregadora é o que sobrevive ao primeiro mês

    Na Pesquisa Jovens Talentos 2026, em que ouvimos 4.991 estagiários, dois dos 18 itens medem exatamente a distância entre o que foi prometido na atração e o que foi entregue na rotina:

    ItemFavorabilidadePosição
    O apresentado antes corresponde ao que vivi65,6%7º de 18
    A experiência foi coerente com o discurso65,5%8º de 18

    Nenhum dos dois chega à faixa saudável, que começa em 75%. Traduzindo em gente: aproximadamente um em cada três estagiários sente que o que foi vendido não foi o que aconteceu.

    Esse é o custo real de uma marca empregadora construída só na comunicação. Ela funciona até o candidato virar estagiário. Depois disso, ela vira decepção, e decepção em universitário circula rápido, porque eles falam entre si, na mesma sala de aula, sobre as mesmas empresas.

    Tem ainda um dado que fecha o argumento. Entre 40% e 60% dos estagiários são efetivados no Brasil, o que faz do estágio o maior funil de contratação júnior do país. Mesmo assim, "vejo possibilidades reais de continuidade" é o item mais fraco de todo o estudo, com 62,4%.

    Ou seja: as empresas efetivam, e não contam. Existe uma das melhores histórias de marca empregadora disponível, comprovada por dado, e ela simplesmente não é usada.

    O que é o AU Employer Brand Board

    O AU Employer Brand Board é a prancha que a gente usa nos encontros do Clube RHZ para desenhar, em uma folha só, a marca empregadora de um programa de estágio.

    Ele foi construído a partir de uma constatação prática: a maior parte das empresas não tem um problema de mídia, tem um problema de inventário. Elas já possuem os ativos, só não sabem quais são, não os organizaram, e não os publicam com constância.

    O board resolve isso na ordem certa. Você não começa pelo canal, começa pelo público. Não começa pela peça, começa pela oferta. São cinco blocos, três quadrantes em cada, com perguntas-guia impressas dentro.

    Os cinco blocos

    Público: com quem você está falando de verdade

    Perfil atual dos estagiários, faculdades target, e parcerias com instituições de ensino.

    A pergunta que abre a sala é a mais simples e a que menos gente sabe responder de cabeça: de quais faculdades vêm os nossos estagiários atuais?

    Duas descobertas costumam aparecer. A primeira é a concentração excessiva, quando 70% do programa vem de duas ou três instituições, o que é fragilidade e não eficiência. A segunda é a distância entre a lista real e a lista desejada: a empresa diz mirar faculdades top-tier e o programa inteiro é abastecido por outras.

    O terceiro quadrante costuma expor parcerias que existem no papel e não geram candidato nenhum.

    Oferta: o que você tem que os outros não têm

    Programa central de estágio, oportunidade de crescimento e efetivação, e diferencial real, explicitamente não genérico.

    O quadrante do diferencial é onde a dinâmica trava, e é de propósito. A pergunta impressa é direta: o que temos que outras empresas similares não têm?

    Nove em cada dez salas escrevem alguma variação de "ambiente jovem", "oportunidade de crescimento" ou "pessoas incríveis". Nenhuma dessas frases é um diferencial, porque o concorrente ao lado escreve exatamente a mesma coisa.

    Diferencial real é verificável. Uma taxa de efetivação que você publica. Um projeto que só existe ali. Um nome de ex-estagiário que hoje é gerente. Se a frase serve para qualquer empresa, ela não serve para nenhuma.

    Prova: o que sustenta o que você diz

    Estagiários como prova social, material institucional existente, e conteúdo real de bastidores.

    Este é o bloco do inventário. A empresa quase sempre tem mais do que imagina: depoimento gravado que ficou no drive, foto de evento, história de crescimento que nunca virou conteúdo.

    A pergunta que mais rende: quem pode ser o nosso rosto da atração? Marca empregadora de estágio funciona melhor com rosto de estagiário do que com rosto de executivo, porque o universitário se projeta em quem é parecido com ele.

    E a última pergunta do bloco vale por si: o que ainda não mostramos e deveríamos?

    Canais: onde você já está antes de comprar presença

    Principais redes sociais, company page do LinkedIn, e canal principal de aquisição hoje.

    O quadrante mais revelador é o terceiro, porque tem uma pergunta desconfortável embutida: de onde vem a maioria dos candidatos hoje, e isso é intencional ou aconteceu por acaso?

    Muita empresa descobre nessa hora que o principal canal de atração é o portal de vagas de terceiro, ou seja, não é canal próprio. Isso significa que o programa não tem audiência, tem intermediário. Quando o intermediário muda de política, o funil inteiro balança.

    Execução: consistência vale mais que campanha

    Lives, eventos e ativações, calendário de atração, e consistência e frequência.

    O bloco que separa intenção de resultado. A pergunta central é se a atração acontece o ano todo ou só na abertura de vagas.

    A resposta quase universal é "só na abertura". E aí está o problema: você aparece exatamente quando todos os concorrentes também aparecem, para um estudante que nunca ouviu falar de você antes. Marca empregadora construída em duas semanas por ano não é marca, é anúncio.

    A pergunta de fechamento do board inteiro está aqui: estamos presentes na cabeça do universitário ou só aparecemos quando precisamos?

    AU Employer Brand Board

    Leve o material completo para dentro do seu programa. É gratuito.

    O que vai em cada quadrante

    Cada bloco vem com perguntas-guia impressas, para a sala não travar. Abaixo, o que cada quadrante quer descobrir.

    BlocoQuadranteA pergunta que importa
    PúblicoPerfil atual dos estagiáriosDe quais faculdades eles vêm, e existe concentração excessiva em poucos cursos ou instituições?
    PúblicoFaculdades targetQuais fazem mais sentido para o programa: top-tier, regionais, técnicas ou mistas?
    PúblicoParcerias com instituiçõesCom quais já temos parceria ativa, e elas geram candidato de fato?
    OfertaPrograma central de estágioSe tivéssemos que resumir o estágio aqui em uma frase, qual seria?
    OfertaCrescimento e efetivaçãoO estágio aqui é porta de entrada ou experiência pontual? Que histórias reais podemos contar?
    OfertaDiferencial realO que temos que outras empresas similares não têm? O que perderíamos se não comunicássemos isso?
    ProvaEstagiários como prova socialJá gravamos depoimentos? Quem pode ser o nosso rosto da atração?
    ProvaMaterial institucionalTemos vídeo, páginas de carreira atualizadas, trilhas, lives, apresentações?
    ProvaConteúdo de bastidoresJá mostramos o dia a dia real? O que ainda não mostramos e deveríamos?
    CanaisPrincipais redes sociaisEm quais já estamos presentes, e onde faz mais sentido focar agora?
    CanaisCompany page do LinkedInTemos calendário de posts que conversa com a audiência universitária?
    CanaisCanal principal de aquisiçãoDe onde vem a maioria dos candidatos hoje, e isso é intencional ou aconteceu por acaso?
    ExecuçãoLives, eventos e ativaçõesJá fizemos ações com universidades? Já convidamos estagiários para falar? Conseguimos escalar isso?
    ExecuçãoCalendário de atraçãoA atração acontece o ano todo ou só na abertura de vagas? Estamos preparados para os picos?
    ExecuçãoConsistência e frequênciaEstamos na cabeça do universitário ou só aparecemos quando precisamos?

    Como conduzir a dinâmica

    Noventa minutos, com RH e marketing na mesma mesa. Prancha impressa grande, post-its, grupos de quatro a seis pessoas.

    Bloco 1, 20 minutos. Público e Oferta. Regra: só o que existe hoje, não o que está no plano. Ninguém preenche o quadrante de diferencial com frase genérica. Se a frase couber no concorrente, apaga.

    Bloco 2, 20 minutos. Prova e Canais. Este é o momento de inventário, e vale ter alguém com acesso ao drive e ao LinkedIn na sala para checar em tempo real.

    Bloco 3, 20 minutos. Execução. Montem o calendário do ano como ele foi de fato, não como deveria ter sido.

    Bloco 4, 30 minutos. Apresentação entre grupos e escolha. Cada grupo aponta o quadrante mais vazio e uma coisa que já existe e não está sendo usada. A escolha final é uma frente para os próximos 60 dias, com dono e data.

    Na maioria das salas, a frente escolhida não é criar algo novo. É publicar algo que já existe.

    O que fazer com o board preenchido

    Três leituras rendem mais que qualquer outra:

    Oferta contra Prova. Tudo que você afirma no bloco de Oferta precisa ter um item correspondente em Prova. Afirmação sem prova é a origem dos 65,6%, aquele um em cada três que sente que o discurso não bateu.

    Canais contra Execução. Estar presente num canal sem frequência é o mesmo que não estar. Um perfil parado comunica mais do que a ausência dele.

    Público contra Oferta. Se o perfil que você atrai não é o perfil que você descreve como ideal, o problema está na oferta ou na mensagem, não no volume de candidatos.

    E vale marcar uma data. O board preenchido é o retrato de hoje; refazê-lo em seis meses com a mesma sala é o que transforma a dinâmica em instrumento de gestão.

    Baixe o board

    PDF de uma página. Imprima em A2, que é o formato que a gente usa nas dinâmicas do Clube RHZ: grande o suficiente para o grupo escrever junto na mesa, e pequeno o suficiente para caber em qualquer sala.

    Fonte dos dados citados nesta página: Pesquisa Jovens Talentos 2026, realizada pela Academia do Universitário em coautoria com Kiko Campos, com 4.991 respondentes. Dados de mercado: ABRES.

    Este tema é aprofundado no módulo 3 do MBA em RH Estratégico com IA, Employer Branding e EVP com IA.

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    Comunidade fechada

    Este material nasceu no Clube RHZ

    A sala onde líderes de RH discutem, na prática, a relação das empresas com a nova geração. A entrada é curada e depende de aprovação.